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FOI ASSIM


(dialeto caipira)

xote

(José Fortuna - grav. “Os Maracanãs”)

Todas as tardes que o sol morria por trás da serra que se vê lá
na porteira daquela estrada linda cabocla eu via passar
eu olhava para ela, ela olhava para mim
minha história de amargura no começo foi assim.

Foi assim,
foi assim,
que eu pensei
que ela gostava de mim.

E um dia criei coragem com a cabocla eu fui falar
na porteira daquela estrada nós dois juramos sempre se amar
depois disso todas as tardes ela eu ia esperar
e ela sempre prometendo de comigo se casar.

Foi assim,
foi assim,
que eu pensei
trazer essa flor para mim.

Mas um dia quanto chorei a porteira velha não mais bateu
muito tempo esperei por ela mas a malvada não apareceu
entre as flores mais bonitas que em meu sonho floresceu
a porteira foi a mesma testemunha desse adeus.

Foi assim,
foi assim,
aonde nasceu
meu amor teve fim.